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fobia Archives - Dr. Diego Wildberger
  

Dicas para Controle da Dor e da Ansiedade no Dentista

Pensando na grande quantidade de pessoas com receios e medos, também chamado de Odontofobia, referente ao tratamento odontológico, encontrei nas minhas pesquisas um material bem interessante que gostaria de compartilhar com vocês.

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1 – Compartilhe com seu dentista ou com a auxiliar de consultório seus receios e ansiedades. Faça com que eles saibam que você fica tenso e ansioso de tal maneira que eles possam dar um atendimento especial ao seu caso que esteja de acordo com suas sensações. O profissional poderá utilizar a hipnose para controle de ansiedade, um calmante ou uma medicação analgésica para que não ocorra dor durante o tratamento. Expressando seus temores você poderá controlá-los melhor, relaxar e receber um tratamento mais efetivo, indolor.

2 – Procure não marcar horário de consulta em épocas que você esteja estressado, ou nervoso ou fisicamente esgotado. Realizar o tratamento nas primeiras horas da manhã ou num dia mais tranqüilo do que ir ao consultório após um dia exaustivo de trabalho.

3 – Tenha sempre em mente que se você consultar periodicamente seu  dentista, haverá sempre um número menor de procedimentos profissionais a serem realizados. Procure desta forma tornar seu tratamento dental mais preventivo do que curativo. Você terá então a possibilidade de ter maior contato com a equipe do consultório e sentir-se mais à vontade  quando necessitar de seus serviços. Poderá também visitar o dentista acompanhado de um parente ou de um amigo para sentir-se mais confiante e amparado, reduzindo desta forma a tensão.

4 – Tente identificar a origem de seu medo e de seus receios. Se for um trauma de infância ou pavor do barulho produzido pelo motor. Existem técnicas de Hipnose que diminuem e até eliminam todas as sensações dolorosas e desagradáveis.

5 – Descanse bastante na noite anterior. Faça uma refeição leve antes da consulta, procurando usar roupas confortáveis, evitando a utilização de blusas justas no pescoço e colarzinhos apertados.

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6 – Se possível faça consultas de curta duração e aumente gradativamente o tempo de atendimento. Combine com o clínico um determinado sinal, segundo qual ele deve parar o tratamento assim que você sentir o menor desconforto. Tais sinais poderão ser convencionados previamente, como um aceno de mão ou um toque na cadeira.

7 – Fique calmo durante o tratamento. Procure relaxar todas as partes do corpo. Imagine que esteja frente a uma cena ou paisagem bastante agradável. Lembre-se de situações alegres que ocorreram ou que virão a ocorrer.

8 – Durante o tratamento use técnicas de Hipnose que afastem sua atenção do que está ocorrendo. Respire de forma profunda e compassadamente, contando as suas respirações. Controle e relaxe a musculatura das pernas e dos braços, desviando a sua atenção para essas contrações e relaxamentos.

9 – Solicite ao dentista ou a auxiliar que explique cada etapa do tratamento. Quanto mais você souber a respeito do que esta sendo feito, mais você poderá sentir-se relaxado, diminuindo a sensação de desconforto. O medo do desconhecido aumenta a sua tensão emocional. Procure discutir e conversar com os profissionais sobre várias opções de tratamento que você poderá ser submetido.

10 – Quando terminar a consulta deverá sentir-se orgulhoso de si mesmo por ter conseguido superar a sua crise de temor e de ter colaborado com o profissional, deverá mesmo recompensar-se por ter superado a sua crise de ansiedade e ter colaborado com o dentista facilitando seu melhor desempenho. Lembre-se que o seu relacionamento com o seu dentista é muito importante p/ o êxito do seu tratamento.

VOCÊ É PARTE INTEGRANTE DA EQUIPE ODONTOLÓGICA. SUA COLABORAÇÃO É ESSENCIAL PARA UM BOM ATENDIMENTO E TRATAMENTO.

É importante frisar que as dicas acima servem para qualquer paciente, então recomendo que leia algumas vezes e recomende aos amigos e familiares para que todos possam ter uma próxima consulta mais tranquila e confortável.

Se necessário podemos iniciar sessões de Hipnose para potencializar os resultados e benefícios do tratamento odontológico.

foto Sobre o autor
DIEGO WILDBERGER é cirurgião-dentista, hipnólogo, hipnotista, Formado pelo Instituto Rogério Castilho, Membro da Sociedade Ibero Americana de Hipnose Condicionativa e Filiado ao Instituto Brasileiro de Hipnologia. Atua em Salvador/BA com odontologia e hipnose clínica, além de manter o site Hipnose Salvador: www.hipnosesalvador.com.br.

Hipnodontia, o que é?

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Ao iniciar este capítulo, gostaríamos de deixar claro que não existe hipnose odontológica, hipnose médica ou hipnose psicológica. A hipnose é única, existe sim, uma diversidade muito grande de técnicas, mas qualquer delas poderá ser empregada na prática odontológica, sendo que a escolha da técnica a ser usada dependerá basicamente da preferência do hipnotizador e principalmente, daquela que adapte-se melhor ao paciente em questão, dependendo isto do rapport, previamente efetuado. 

No consultório odontológico o que normalmente difere dos consultórios médicos e psicológicos é a presença da auxiliar, pois no momento da indução, normalmente, ela não estará na sala onde se efetua a indução, porém no decorrer do tratamento odontológico, ocorrendo necessidade da presença da mesma na sala clínica, onde o paciente já estaria em transe, mesmo que este seja profundo, ele deve ser avisado que a auxiliar virá para prestar ajuda, pois a percepção da presença de outra pessoa poderá provocar quebra de rapport dificultando o transe em curso e os futuros.  

Outra coisa que deve ficar claro é que o emprego da hipnose em Odontologia não é privilégio do cirurgião-dentista, embora seja o mais recomendável pelas sutilezas necessárias durante a execução do tratamento, porém poderemos ter um médico ou psicólogo efetuando o processo hipnótico enquanto o cirurgião-dentista trabalha. É claro que este profissional deveria ter um contato prévio com o cirurgião-dentista para que ocorra uma perfeita e favorável interação entre ambos o que facilitará e muito o desenrolar do processo hipnótico. E dependendo ao que se propõe o tratamento odontológico o paciente poderá ser preparado no próprio consultório médico ou psicológico dando-se ao mesmo um determinado signo-sinal que será utilizado pelo cirurgião-dentista antes e/ou durante seu tratamento. A hipnose quando aplicada na Odontologia é comumente chamada de hipnodontia, termo criado por Burgem em 1928, que embora seja errado, pois não se hipnotiza o dente, ele permanece sendo usado por questões históricas.  

A hipnose é uma poderosíssima arma na Odontologia não apenas para pacientes com história de receios, medos ou fobias, mas também para qualquer paciente que a aceite como coadjuvante de seu tratamento, e no decorrer deste texto iremos detalhar o uso da hipnose nas diversas situações e especialidades odontológicas.  

O relato histórico mais antigo da hipnose em Odontologia é de 1836, quando J. V. Oudet fez o que seria a primeira extração dentária sob hipnose e sem anestesia. Desta época aos dias atuais houve grande avanço em termos de técnicas e possibilidades da utilização da hipnose em Odontologia e a questão da hipnoanestesia voltará a ser vista com detalhes mais a frente.  

Durante o processo hipnótico em Odontologia deveremos estar atentos para alguns fenômenos expontâneos que ocorrem e que tem um interesse mais específicos para nossa área, como por exemplo: a) modificação do fluxo salivar; b) queda da temperatura corporal (durante a hipnose em geral ocorre uma diminuição da temperatura corporal por volta de 1,5 a 2 graus centígrados, por isso deveremos estar vigilantes para a necessidade de controlarmos ou normalizarmos a temperatura do paciente, desligando o ar condicionado, oferecendo-lhe algo para se agasalhar ou dissociando-o de maneira que se sinta em um local de temperatura mais agradável como por exemplo uma praia, um campo ensolarado ou outra situação que tenha ficado definida no Rapport); c) extremo relaxamento muscular dificultando a catalepsia bucal, etc.  

Uma coisa interessante que se observa em pacientes fóbicos específicos aos tratamentos odontológicos, é que após algumas sessões de tratamento sob hipnose eles já começam a aceitar o tratamento muitas vezes inclusive sem o uso da hipnose, pois aprendem um novo padrão de respostas aos estímulos do tratamento odontológico.   

Os pacientes que irão fazer tratamento odontológico sob hipnose diferem-se  dependendo da sua indicação, pois àquele que chega ao consultório tendo sido indicado para ter um tratamento especificamente sob hipnose, já chega com um índice altíssimo de aceitação ao tratamento e ao profissional, rapport indireto, facilitando assim o aprimoramento do rapport que é de fundamental importância. Enquanto os que chegam para tratar de maneira tradicional e que durante o tratamento, por algum motivo percebe-se a necessidade do uso da hipnose o bom resultado vai depender  muito da abordagem para conseguirmos a aceitação de maneira tranqüila ao uso da hipnose, e novamente o rapport é de fundamental importância para podermos saber que tipo de crenças os mesmos têm em relação à hipnose e determinarmos assim o tipo de abordagem.

 As principais vantagens no uso da hipnose em Odontologia são:

  1. Anestesia localizada e seu desaparecimento logo após o tratamento, não tendo o paciente que permanecer com os incômodos por ela provocado. No caso do uso da anestesia química, a quantidade desta será tão diminuída que os incômodos pós anestesia serão também mínimos.
  2. controle salivar (sialostasia) e controle de sangramento (hemostasia)
  3. analgesia pós-operatória,
  4. recuperação pós-operatória extremamente facilitada e rápida,
  5. eliminação e/ou não produção de cansaço ao paciente,
  6. redução das tensões do cirurgião-dentista.

As indicações da hipnose em Odontologia são em suma:

  1. Condicionamentos:
    • aceitação ao tratamento odontológico,
    • adaptação à próteses,
    • adaptação à aparelhos ortodônticos,
    • facilitar o ensino de hábitos higiênicos,
    • facilitar a eliminação de hábito viciosos.
  2. Remoção de fobias.
  3. Relaxamento geral.
  4. Relaxamento específico:
    • da língua,
    • da musculatura envolvida para:
      • tratamento de trismo,
      • tratamento de luxação das articulações têmporo-mandibulares,
      • obtenção de relações maxilo-mandibulares,
      • manutenção da abertura bucal sem cansaço.
  5. Catalepsia mandibular.
  6. Analgesia.
  7. Anestesia:
    • superficial,
    • profunda.
  8. Sialostasia.
  9. Hemostasia.
  10. Eliminação de reflexos para:
    • obtenção de radiografias intra-orais,
    • moldagens,
    • casos de sensibilidade lingual,
    • excesso de ânsia de vômito.
  11. Pré e pós-operatório.
  12. Sugestões pós-hipnóticas como:
    • distorção do tempo,
    • representação gustativa,
    • amnésia,
    • prolongamento da anestesia,
    • analgesia.

Hipnose e Medo de Dentista: Parte 2

Hipnose é uma excelente técnica para o tratameto de fobias. Medo de dirigir, medo de elevador, medo de dentista, enfim, fobias em geral são facilmente tratadas com uma boa hipnose clínica. O uso da hipnose no consultório odontológico é também conhecido como Hipnodontia. O vídeo abaixo mostra como diversos dentistas têm inovado para evitar que o paciente que tem medo de dentista fique tenso e não consiga realizar o tratamento.

Veja o vídeo sobre a hipnose no consultório odontológico:


Por que não se vê a hipnose bem inserida na área médica, odontológica, de saúde em geral?

Porque é muito mais simples dar um medicamento, gás do riso, drogas químicas, para um paciente acalmar, dormir profundamente,aliviar a dor, do que realizar um procedimento natural que exige em alguns casos mais tempo, mais atenção e mais cuidado. A área de saúde atualmente é muito objetiva e pouco centrada no bem estar do paciente, mas sim, numa obsessiva busca por resultados rápidos, independente dos efeitos reais ao organismo.

Sem falar nos casos dos médicos que, por atenderem através de plano de saúde e receberem pouco dos planos, precisam atender o máximo por dia para compensar, e com isso, muitas vezes mal olham para o rosto do paciente.

Não é a toa que as estatísticas mostram que o número de erros médicos aumentaram assustadorarmente.

Mas obviamente, existe muito profissional excelente no mercado, cuidadoso e atencioso. Esse fato só mostra que a hipnose as vezes é pouco usada não por conta da sua efetividade, que é comprovada, mas sim, por conta de outros fatores que atualmente direcionam a prática de boa parte dos profissionais de saúde.

O que acham disso?


Medo de Dentista?

Medo de Dentista?

 

Hipnose e Medo de Dentista: Parte 1

Você tem ou já ouviu falar de alguém que tem medo de dentista?

Este tema é motivo de piada para alguns mas não tem a menor graça para milhares de pessoas no mundo inteiro que sofrem com este problema.

O medo é uma das mais debilitantes e agonizantes experiências emocionais humanas e, no caso do medo de dentista, as conseqüências negativas causadas alcançam vários aspectos da vida do paciente.

O impacto mais direto está na deterioração da saúde bucal, pois a pessoa que tem medo de dentista evita o tratamento odontológico, o que resulta num aumento da complexidade do tratamento necessário e da chance de, quando finalmente o paciente resolver procurar tratamento, ele experimentar desconforto e dor durante os procedimentos, o que reforça o medo e aumenta a evitação futura do tratamento, gerando um círculo vicioso.

O estresse que é vivenciado pelo paciente aumenta o medo, o desconforto e a percepção da dor durante o tratamento, diminuindo a capacidade do paciente em colaborar com o tratamento, tornando-o mais difícil, causando perda de tempo e estresse da equipe e colocando em risco a qualidade dos procedimentos executados.

Além disso, os medos, particularmente os crônicos, causam perturbações e limitações no decorrer do tempo e podem interferir com o crescimento e desenvolvimento do individuo, minando o funcionamento da personalidade e aumentando a vulnerabilidade a outras psicopatologias. O impacto psicossocial do medo de dentista é bem documentado na literatura científica com efeitos cognitivos, psicológicos, comportamentais e sociais.

É crescente o corpo de evidências científicas de que a hipnose pode ser um adjunto útil em procedimentos clínicos na área médica e também odontológica.

Os efeitos operatórios positivos da hipnose incluem: sedação, redução do medo e da ansiedade, inibição das atividades motoras, relaxamento, analgesia e anestesia com conseqüente aumento da tolerância em relação às demandas físicas e psicológicas dos procedimentos cirúrgicos.

No Hospital da Universidade de Liége (Bélgica), por exemplo, a técnica tem sido utilizada com sucesso em mais de 1.800 intervenções cirúrgicas desde 1992. Estes trabalhos mostram que a hipnose fornece melhor alívio da ansiedade e da dor peri-operatória, permite reduções significativas nas solicitações de medicação e melhora a satisfação do paciente e condições cirúrgicas em comparação com técnicas psicológicas convencionais de redução de estresse utilizadas em pacientes recebendo sedação consciente para a cirurgia plástica.

Pesquisas
 no Hospital Monte Sinai, da Faculdade de Medicina de Nova York, mostram que a hipnose diminui a dor, náusea, fadiga, desconforto e perturbação emocional de pacientes que fazem cirurgia de câncer de mama.

A pergunta é: a hipnose pode ajudar os pacientes que tem medo de dentista?

A resposta é: sim, não só o medo de dentista mas também o medo e ansiedade de procedimentos clínicos e cirúrgicos…aliás a hipnose é muito útil com fobias em geral.


Medo de Dentista?

Medo de Dentista?

Hipnose: conheça os mitos dessa terapia, que pode tratar fobias, depressão, gagueira e até perda de peso

Um pêndulo balança de um lado para o outro, frente aos olhos de um paciente vulnerável — quase fora de si. Para a maioria das pessoas, essa é a imagem que vem à mente quando o assunto é hipnose. Com mais de 300 anos de uso científico, a terapia ainda segue envolta numa aura de mistério e dúvidas. Na prática, não passa de uma técnica simples que leva a um relaxamento profundo.

— O paciente entra num transe, ou seja, um estágio entre o sono e a vigília. Há uma diminuição da frequência cerebral, a atenção fica concentrada, e a gente faz as induções de acordo com o tratamento. Não se usa pêndulo. Basta o comando da voz — explica a psicóloga e especialista em hipnose clínica, Miriam Farias.

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No caso dos psicólogos, a hipnose pode ser usada como auxílio no tratamento de depressão, ansiedade, fobias, pânico, estresse, gagueira, dificuldade de aprendizado e até para perda de peso. Quando o paciente não consegue lembrar a origem do problema, é possível ainda fazer uma regressão.

— Algumas pessoas revivem o momento. Choram, se arrepiam, riem. Outras, conseguem se observar de fora, como um espectador de um episódio da sua vida — conta Miriam.

O tratamento é focal, ou seja, busca solução para uma questão de cada vez. Em média, os resultados surgem com dez sessões. No caso de André Hernandes a terapia se alongou por oito meses.

— Eu tinha dificuldade de aprendizado, de concentração. Quando comecei a hipnose, logo senti uma grande melhora. Mas, durante o tratamento foram surgindo outras questões e acabei continuando — conta o técnico de enfermagem, de 34 anos.

Também podem se especializar em hipnose clínica os profissionais de Medicina, Odontologia e Fisioterapia.

Uma aliada no trabalho

A hipnose também pode ser uma aliada do desempenho profissional. Motivação, autoestima, autoconhecimento e consciência das limitações são alguns dos tópicos trabalhados em empresas pelo hipnólogo Bruno Martins, da Humannum.

— É impressionante como as pessoas se assustam quando eu proponho o uso da hipnose. Esse estado de relaxamento, porém, faz parte de vários momentos na nossa vida, como quando você lê um livro e se desliga completamente. Não há o que temer.

Em alguns casos (como para quem sofre de insônia), o terapeuta pode passar técnicas para fazer em casa.

— Quando a pessoa está hipnotizada, ela não perde a capacidade de raciocinar — garante Miriam Farias.

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Fonte: Jornal Extra

O que é Isso da Hipnose?

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Se um jovem me perguntasse: “O que é isso da hipnose?” penso que teria uma certa facilidade em responder. O meu dia a dia é passado entre jovens e adolescentes – os meus filhos e sobrinhos – pelo que estou bastante habituada a explicar o que faço e de que forma utilizo esta técnica para ajudar as pessoas em geral.

A hipnose é um estado da mente, no qual entramos de uma forma natural. Quando estamos a ver televisão, tão concentrados que quando nos chamam nem sequer ouvimos; ou quando estamos a ler um livro completamente embrenhados na história que nem damos conta do que se passa à nossa volta; ou ainda quando guiamos o nosso automóvel por uma estrada conhecida, totalmente absorvidos em pensamentos, de tal forma que chegamos ao nosso destino sem nos lembrarmos do percurso feito. Estes são estados de hipnose acordada, todos caracterizados por um estado de atenção tão concentrada em qualquer coisa que estamos a fazer, ler ou pensar, que nos dissociamos da realidade exterior. Há quem diga que uma pessoa assim está “na lua”. A verdade é que neste estado as pessoas ficam mais sugestionáveis, mais disponíveis e mais receptivas. Desta forma, e depois de muitas décadas (ou mesmo séculos) de estudos científicos, foi verificado que este estado de hipnose podia ser utilizado terapeuticamente, ajudando as pessoas a alcançarem mudanças nas suas vidas. Chama-se a isto Hipnoterapia.

A intervenção da hipnoterapia pode ser feita em várias áreas, todas relacionadas com a ansiedade:

  • Ansiedade de desempenho – apresentar um trabalho na aula ou fazer um exame oral;
  • Fobias – um medo irracional de cães, aranhas, de andar de avião, ou de agulhas;
  • Dificuldades de concentração no estudo, de organização e gestão do tempo;
  • Problemas de auto estima e de auto confiança;
  • Gestão da ansiedade e do stress;
  • Dificuldades nos relacionamentos com os Pais, os colegas, os Professores.

Mas a parte mais importante deste pequeno artigo é de explicar como e porque é que esta técnica é tão eficaz. Quando se induz terapeuticamente este estado de hipnose, a pessoa fica muito calma, muito relaxada, de tal forma que pode parecer estar a dormir. Mas a verdade é que está bem desperta. A mente está vigilante e atenta. O hipnoterapeuta vai sempre falando com o sujeito hipnotizado que, estando bem receptivo, vai aceitar as suas directivas e as suas sugestões. É importante esclarecer que a pessoa está sempre em controle de tudo o que se passa. Só diz o que quer, só faz o que quer e só aceita as sugestões que fazem sentido para a sua vida. Penso que é importante explicar que, para se conseguir levar uma pessoa a este estado há que, primeiramente, estabelecer uma relação de confiança com o sujeito. No fundo há que explicar claramente o que é a hipnose (exactamente o que estou a fazer aqui), esclarecer todas as dúvidas, desmistificar este tema, e depois levar a pessoa a aumentar a sua curiosidade e entusiasmo sobre os resultados desta terapia. Somente desta forma o terreno estará bem preparado para receber as sugestões pretendidas.

E que sugestões são estas? Uma pessoa vem ver um hipnoterapeuta porque tem uma dificuldade, um problema que quer ultrapassar. O objectivo da terapia é então clarificado, e as sugestões são dadas no sentido desse objectivo. Parece um processo simples, e verdadeiramente até é. No entanto há que ter muito cuidado no acto de dar as sugestões. Ao pretender ajudar podemos estar a criar um problema maior. A hipnoterapia deve ser feita por terapeutas certificados por escolas credíveis. Apesar de simples é uma técnica terapêutica que envolve uma grande responsabilização por parte de quem a opera. Também quero mencionar outra vertente da hipnose (talvez a mais importante), que é a auto hipnose. Se este estado pode ser induzido e conduzido por outro (o hipnoterapeuta) também pode ser conduzido por nós próprios.

Há quem diga que toda a hipnose é auto hipnose. Através da auto indução deste estado de calma, relaxamento e concentração, como que nos “desligamos” do mundo à nossa volta, das nossas vidas e preocupações, para nos permitirmos pensar em coisas boas, positivas e entusiastas. No fundo é como se pudéssemos produzir dentro de nós um filme positivo da nossa vida, sentando-nos tranquilamente a vê-lo. Relaxar é bom. Tranquilizar a mente é bom. Dizermos a nós próprios:”vai tudo correr bem” é bom. Temos essa capacidade, e deveríamos fazê-lo diariamente, para nos preparamos positivamente para o dia que chega. E se estivermos confiantes e positivos, temos mais probabilidades de transformarmos o nosso dia num dia positivo.

Por: Rosário Vilardebó
Fonte: Revista Sphere-International Lifestyle – Nº 05/2008