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Hipnose Archives - Página 2 de 2 - Dr. Diego Wildberger
  

Hospital substitui sedação por hipnose

A hipnose é usada como alternativa para a anestesia. A vantagem principal é que, diferentemente da injeção, o procedimento não afeta a percepção.

Imersa em uma cachoeira no meio de uma floresta tropical, a tradutora Elaine Pereira, 43 anos, conseguiu fazer a ressonância magnética que ela tanto temia. A cena, na verdade, estava só na mente dela. Hipnotizada, foi capaz de relaxar sem a necessidade de sedativos. A técnica, aplicada no Hospital São Camilo, permite a pacientes claustrofóbicos (que têm medo de lugares fechados e apertados) passar pela máquina conscientes e calmos.

A hipnose é usada como alternativa para a anestesia. A vantagem principal é que, diferentemente da injeção, o procedimento não afeta a percepção. Após o exame, o paciente pode, por exemplo, voltar para casa dirigindo. “A sedação é segura, mas ainda assim envolve alguns riscos. Já para a hipnose, o perigo é o mesmo que experimentamos ao dormir”, diz o cardiologista do Hospital São Camilo Luiz Velloso, um dos coordenadores do estudo.

Cirurgia com Hipnose

Cirurgia com Hipnose

Para que a técnica fosse oferecida no hospital, Velloso e a psicóloga Maluh Duprat a experimentaram em pelo menos 20 pacientes. Segundo eles, 18 pessoas enfrentaram o procedimento sem a necessidade de medicamentos.

Elaine conta que nem sentiu o tempo passar. “Para mim foram apenas cinco minutos, mas eu sei que fiquei uma hora dentro da máquina”, diz. Ela procurou a alternativa após uma experiência ruim com a ressonância. “Tenho claustrofobia, mas nada que atrapalhe a minha vida. Só que durante o exame, além do espaço ser pequeno, você não pode se mexer”, conta.

A capacidade de responder aos estímulos dos médicos é outra vantagem da hipnose. O procedimento, reconhecido pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo, deve ser praticada por profissionais de saúde mediante treinamento. No ano passado, a Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria (SBHH) capacitou cerca de 700 médicos, psicólogos e dentistas.

(Com Agência Estado)

O uso da hipnose na odontologia e suas vantagens

A odontofobia, termo utilizado para descrever quem tem medo de dentista, é um tema que ainda permeia a cabeça dos pacientes odontológicos. O medo dos procedimentos odontológicos, que atrapalha e muitas vezes até impede os tratamentos, pode ser controlado com o auxílio da hipnose – uma terapia complementar útil nestas situações que tem como objetivo enxergar o paciente como um todo físico e emocional. O nervosismo e a ansiedade que aparecem ao se deitar na cadeira do dentista, agora é coisa do passado.

medo dentista

O estudo de técnicas menos invasivas, mais naturais e menos agressivas é um desejo da população, assinala. “Há uma demanda da sociedade por este tipo de atendimento dentário. Pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) neste ano aponta que 70% da categoria no País tem interesse na normatização do assunto. Não é para menos, posso assegurar, por experiência própria, que estes tratamentos são efetivos”, acentua Nilo Celso Pires, presidente do Conselho Regional de Odontologia de Brasília.

Muito longe do ocultismo ou das ciências místicas, a hipnose é um procedimento cientificamente fundamentado. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam ninguém faz sob hipnose algo que não faria em estado de vigília. Além disso, por questões éticas, nenhum profissional pode utilizar da hipnose sem o conhecimento do seu paciente.

Além de controle de medo e ansiedade a hipnose pode, em certos casos, substituir as anestesias, reduzir sangramento e salivação, potencializar ou reduzir efeitos de medicamentos, facilitando a terapêutica odontológica.

dentista hipnose

No Brasil, a utilização da hipnose é autorizada aos cirurgiões-dentistas no artigo 6ºda Lei nº 5.081, de 24/08/66, que regula o exercício da Odontologia. Recentemente o Conselho Federal de odontologia reconheceu-a como habilidade do Cirurgião Dentista, no entanto, é necessário que os profissionais sejam devidamente habilitados a aplicação das técnicas específicas da hipnologia.

Na hipnose, o profissional através da palavra, conduz o paciente a um estado alterado de consciência muito parecido com o sono fisiológico, onde, no estado de hipnose, o paciente torna-se capaz de utilizar seus recursos naturais do corpo e da mente em prol da sua saúde. Essa prática amplia assim, a visão do processo saúde-doença.

São considerados de extrema importância, os aspectos emocionais do paciente. O estabelecimento de um vínculo de confiança entre o profissional e o paciente é parcela fundamental para o tratamento. A escuta acolhedora, a visão singular e integral do paciente, o uso de palavras apropriadas, são habilidades dos hipnólogos que propiciam a criação desse vínculo.

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As aplicações da hipnose e os benefícios alcançados são ilimitados, por basearem-se na mobilização de recursos internos do paciente. Podem-se enumerar diversos benefícios do uso da hipnose na clínica odontológica:

  • Não necessita de recursos adicionais, como medicamentos ou instrumentos.
  • Pode ser empregada no ambiente clínico, sem necessidade de locais específicos.
  • Pode ser utilizada nas diversas especialidades odontológicas.
  • Torna o profissional mais capacitado para ouvir e compreender o paciente.
  • O profissional habilitado, pode utilizar a hipnose junto com o tratamento clínico.
  • O paciente participa e colabora mais com o tratamento.
  • Diminui o estresse do tratamento para o paciente e dentista
  • Reduz a preocupação com a dor proporcionando mais conforto ao paciente
  • Aumenta a confiança no profissional
  • Auxilia no tratamento de traumas anteriormente experimentados
  • Aumenta o nível de relaxamento do paciente na cadeira odontológica

Hipnose tem um efeito ‘real’, diz pesquisa

Pesquisadores de uma universidade inglesa descobriram que a hipnose tem um real impacto no cérebro. Seu estudo, feito com pessoas hipnotizadas, avaliava os verdadeiros efeitos da técnica. Analisando imagens da atividade cerebral de um grupo de pessoas, eles concluíram que o nível de atividade diminui na região do cérebro ligada a um estado de devaneio e divagação. O mesmo resultado não foi observado em pessoas que também foram submetidas ao teste mas não estavam sob o efeito da hipnose, e sim somente num estado de relaxamento. (Veja o vídeo abaixo.)

Para a realização do estudo, a equipe selecionou dez indivíduos que estavam “altamente suscetíveis” à hipnose e outro sete que não respodiam muito bem à técnica. Aos participantes era pedido que realizassem tarefas, como escutar músicas que não existiam. Sem que soubessem, a atividade cerebral era monitorada no período de “descanso” entre as perguntas.

“Nosso estudo mostra que a hipnose é real”

Esse é diferencial do estudo realizado pela Universidade de Hull. Segundo William McGeown, coordenador da pesquisa, anteriormente se monitorava a atividade cerebral enquanto as pessoas estavam sendo questionadas. Assim, não ficava claro se a atividade era devido ao esforço para responder ou era por causa do efeito da hipnose.

No recente estudo, no grupo “altamente suscetível” havia uma diminuição da atividade cerebral na região ligada ao estado de divagação ou devaneio – conhecido como “estado padrão”. Uma hipótese para como a hipnose funciona, apoiada pelos resultados, sugere que ao se desligar dessas atividades, o cérebro fica livre para se concentrar em outras tarefas.

O coordenador do estudo, Dr William McGeown, disse que os resultados não estão equivocados porque eles só ocorreram em pessoas do grupo “altamente suscetível”. “Isso mostra que as mudanças são devido à hipnose e não ao simples relaxamento. Nosso estudo mostra que a hipnose é real”, afirmou o pesquisador. Atualmente, a técnica de hipnose vem sendo indicada para ajudar as pessoas a parar de fumar ou perder peso.

Fonte: Revista Veja

Auto-hipnose

Trata-se de uma indução praticada pelo próprio indivíduo, sem o auxílio de terceiros. Toda hipnose é auto hipnose e toda sugestão é auto sugestão. Quando o tema é auto hipnose, não podemos deixar de citar Emile Coué, francês, farmacêutico, criador da técnica auto hipnose. Ele observou que seus pacientes tinham uma melhora surpreendente em seu tratamento quando, juntamente com a medicação, Coué induzia alguma frase com o objetivo de potencializar o efeito do remédio, mesmo quando o medicamento era apenas placebo. Segundo Coué, não é a sugestão que o outro faz que promove efeito no paciente e sim, a sugestão que é aceita por ele mesmo que ajuda a melhorar seu estado de saúde. Pensando nisso, não há pessoa mais indicada para sugestionar você do que você mesmo. Seguem alguns princípios desenvolvidos por Emile Coué sobre à auto-hipnose.

Toda idéia, boa ou má, introduzida no subconsciente, tende a se transformar, na medida do possível, numa realidade. A intensidade de uma sugestão é proporcional à emoção que a acompanha. Não é à vontade a principal qualidade do homem, mas a imaginação. Em todos os conflitos em que se opõem vontade e imaginação, é sempre a imaginação que importa.

Quando uma idéia se apodera do espírito de uma pessoa, a ponto de provocar uma sugestão, todos os esforços que a pessoa faz para resistir à sugestão só a fortificam e a ativam. Tendo sido escolhido um objetivo, o subconsciente da pessoa se encarregará de encontrar os meios para realizá-lo. Chama-se isto de “finalidade subconsciente”.

A sugestão só age se for transformada em auto-sugestão. (Michele Curcio, 1993, pág. 26). A técnica de auto-hipnose pode ser realizada através da gravação de um CD para ser ouvido todos os dias sempre no mesmo horário. No caso de pessoas que relaxam demais a recomendação é sentar numa posição confortável – para que não durma – procurar relaxar e ouvir a gravação. O conteúdo da gravação deverá ser sobre a meta que o indivíduo deseja atingir.

Os recursos da hipnose também podem ser utilizados para melhorar a qualidade do sono, através de um exercício de auto hipnose realizando antes de dormir. O indivíduo pratica auto sugestões no sentido de dormir um sono profundo, tranqüilo, recuperador, restaurador, restabelecedor e renovador. Não é recomendado fazer auto hipnose dirigindo, pois diminui os reflexos.

Texto escrito por: Miriam Pontes de Farias – Psicóloga e Pós-Graduada em Hipnose Clínica – CRP 05/25815 – Diretora Professora e Supervisora de Hipnose da SOHIMERJ
Fonte: http://www.sohimerj.com.br/6.html

 

 

 

O que é Isso da Hipnose?

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Se um jovem me perguntasse: “O que é isso da hipnose?” penso que teria uma certa facilidade em responder. O meu dia a dia é passado entre jovens e adolescentes – os meus filhos e sobrinhos – pelo que estou bastante habituada a explicar o que faço e de que forma utilizo esta técnica para ajudar as pessoas em geral.

A hipnose é um estado da mente, no qual entramos de uma forma natural. Quando estamos a ver televisão, tão concentrados que quando nos chamam nem sequer ouvimos; ou quando estamos a ler um livro completamente embrenhados na história que nem damos conta do que se passa à nossa volta; ou ainda quando guiamos o nosso automóvel por uma estrada conhecida, totalmente absorvidos em pensamentos, de tal forma que chegamos ao nosso destino sem nos lembrarmos do percurso feito. Estes são estados de hipnose acordada, todos caracterizados por um estado de atenção tão concentrada em qualquer coisa que estamos a fazer, ler ou pensar, que nos dissociamos da realidade exterior. Há quem diga que uma pessoa assim está “na lua”. A verdade é que neste estado as pessoas ficam mais sugestionáveis, mais disponíveis e mais receptivas. Desta forma, e depois de muitas décadas (ou mesmo séculos) de estudos científicos, foi verificado que este estado de hipnose podia ser utilizado terapeuticamente, ajudando as pessoas a alcançarem mudanças nas suas vidas. Chama-se a isto Hipnoterapia.

A intervenção da hipnoterapia pode ser feita em várias áreas, todas relacionadas com a ansiedade:

  • Ansiedade de desempenho – apresentar um trabalho na aula ou fazer um exame oral;
  • Fobias – um medo irracional de cães, aranhas, de andar de avião, ou de agulhas;
  • Dificuldades de concentração no estudo, de organização e gestão do tempo;
  • Problemas de auto estima e de auto confiança;
  • Gestão da ansiedade e do stress;
  • Dificuldades nos relacionamentos com os Pais, os colegas, os Professores.

Mas a parte mais importante deste pequeno artigo é de explicar como e porque é que esta técnica é tão eficaz. Quando se induz terapeuticamente este estado de hipnose, a pessoa fica muito calma, muito relaxada, de tal forma que pode parecer estar a dormir. Mas a verdade é que está bem desperta. A mente está vigilante e atenta. O hipnoterapeuta vai sempre falando com o sujeito hipnotizado que, estando bem receptivo, vai aceitar as suas directivas e as suas sugestões. É importante esclarecer que a pessoa está sempre em controle de tudo o que se passa. Só diz o que quer, só faz o que quer e só aceita as sugestões que fazem sentido para a sua vida. Penso que é importante explicar que, para se conseguir levar uma pessoa a este estado há que, primeiramente, estabelecer uma relação de confiança com o sujeito. No fundo há que explicar claramente o que é a hipnose (exactamente o que estou a fazer aqui), esclarecer todas as dúvidas, desmistificar este tema, e depois levar a pessoa a aumentar a sua curiosidade e entusiasmo sobre os resultados desta terapia. Somente desta forma o terreno estará bem preparado para receber as sugestões pretendidas.

E que sugestões são estas? Uma pessoa vem ver um hipnoterapeuta porque tem uma dificuldade, um problema que quer ultrapassar. O objectivo da terapia é então clarificado, e as sugestões são dadas no sentido desse objectivo. Parece um processo simples, e verdadeiramente até é. No entanto há que ter muito cuidado no acto de dar as sugestões. Ao pretender ajudar podemos estar a criar um problema maior. A hipnoterapia deve ser feita por terapeutas certificados por escolas credíveis. Apesar de simples é uma técnica terapêutica que envolve uma grande responsabilização por parte de quem a opera. Também quero mencionar outra vertente da hipnose (talvez a mais importante), que é a auto hipnose. Se este estado pode ser induzido e conduzido por outro (o hipnoterapeuta) também pode ser conduzido por nós próprios.

Há quem diga que toda a hipnose é auto hipnose. Através da auto indução deste estado de calma, relaxamento e concentração, como que nos “desligamos” do mundo à nossa volta, das nossas vidas e preocupações, para nos permitirmos pensar em coisas boas, positivas e entusiastas. No fundo é como se pudéssemos produzir dentro de nós um filme positivo da nossa vida, sentando-nos tranquilamente a vê-lo. Relaxar é bom. Tranquilizar a mente é bom. Dizermos a nós próprios:”vai tudo correr bem” é bom. Temos essa capacidade, e deveríamos fazê-lo diariamente, para nos preparamos positivamente para o dia que chega. E se estivermos confiantes e positivos, temos mais probabilidades de transformarmos o nosso dia num dia positivo.

Por: Rosário Vilardebó
Fonte: Revista Sphere-International Lifestyle – Nº 05/2008