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Blog - Página 2 de 3 - Dr. Diego Wildberger
  

Hipnodontia, o que é?

hipnose-odontologia

Ao iniciar este capítulo, gostaríamos de deixar claro que não existe hipnose odontológica, hipnose médica ou hipnose psicológica. A hipnose é única, existe sim, uma diversidade muito grande de técnicas, mas qualquer delas poderá ser empregada na prática odontológica, sendo que a escolha da técnica a ser usada dependerá basicamente da preferência do hipnotizador e principalmente, daquela que adapte-se melhor ao paciente em questão, dependendo isto do rapport, previamente efetuado. 

No consultório odontológico o que normalmente difere dos consultórios médicos e psicológicos é a presença da auxiliar, pois no momento da indução, normalmente, ela não estará na sala onde se efetua a indução, porém no decorrer do tratamento odontológico, ocorrendo necessidade da presença da mesma na sala clínica, onde o paciente já estaria em transe, mesmo que este seja profundo, ele deve ser avisado que a auxiliar virá para prestar ajuda, pois a percepção da presença de outra pessoa poderá provocar quebra de rapport dificultando o transe em curso e os futuros.  

Outra coisa que deve ficar claro é que o emprego da hipnose em Odontologia não é privilégio do cirurgião-dentista, embora seja o mais recomendável pelas sutilezas necessárias durante a execução do tratamento, porém poderemos ter um médico ou psicólogo efetuando o processo hipnótico enquanto o cirurgião-dentista trabalha. É claro que este profissional deveria ter um contato prévio com o cirurgião-dentista para que ocorra uma perfeita e favorável interação entre ambos o que facilitará e muito o desenrolar do processo hipnótico. E dependendo ao que se propõe o tratamento odontológico o paciente poderá ser preparado no próprio consultório médico ou psicológico dando-se ao mesmo um determinado signo-sinal que será utilizado pelo cirurgião-dentista antes e/ou durante seu tratamento. A hipnose quando aplicada na Odontologia é comumente chamada de hipnodontia, termo criado por Burgem em 1928, que embora seja errado, pois não se hipnotiza o dente, ele permanece sendo usado por questões históricas.  

A hipnose é uma poderosíssima arma na Odontologia não apenas para pacientes com história de receios, medos ou fobias, mas também para qualquer paciente que a aceite como coadjuvante de seu tratamento, e no decorrer deste texto iremos detalhar o uso da hipnose nas diversas situações e especialidades odontológicas.  

O relato histórico mais antigo da hipnose em Odontologia é de 1836, quando J. V. Oudet fez o que seria a primeira extração dentária sob hipnose e sem anestesia. Desta época aos dias atuais houve grande avanço em termos de técnicas e possibilidades da utilização da hipnose em Odontologia e a questão da hipnoanestesia voltará a ser vista com detalhes mais a frente.  

Durante o processo hipnótico em Odontologia deveremos estar atentos para alguns fenômenos expontâneos que ocorrem e que tem um interesse mais específicos para nossa área, como por exemplo: a) modificação do fluxo salivar; b) queda da temperatura corporal (durante a hipnose em geral ocorre uma diminuição da temperatura corporal por volta de 1,5 a 2 graus centígrados, por isso deveremos estar vigilantes para a necessidade de controlarmos ou normalizarmos a temperatura do paciente, desligando o ar condicionado, oferecendo-lhe algo para se agasalhar ou dissociando-o de maneira que se sinta em um local de temperatura mais agradável como por exemplo uma praia, um campo ensolarado ou outra situação que tenha ficado definida no Rapport); c) extremo relaxamento muscular dificultando a catalepsia bucal, etc.  

Uma coisa interessante que se observa em pacientes fóbicos específicos aos tratamentos odontológicos, é que após algumas sessões de tratamento sob hipnose eles já começam a aceitar o tratamento muitas vezes inclusive sem o uso da hipnose, pois aprendem um novo padrão de respostas aos estímulos do tratamento odontológico.   

Os pacientes que irão fazer tratamento odontológico sob hipnose diferem-se  dependendo da sua indicação, pois àquele que chega ao consultório tendo sido indicado para ter um tratamento especificamente sob hipnose, já chega com um índice altíssimo de aceitação ao tratamento e ao profissional, rapport indireto, facilitando assim o aprimoramento do rapport que é de fundamental importância. Enquanto os que chegam para tratar de maneira tradicional e que durante o tratamento, por algum motivo percebe-se a necessidade do uso da hipnose o bom resultado vai depender  muito da abordagem para conseguirmos a aceitação de maneira tranqüila ao uso da hipnose, e novamente o rapport é de fundamental importância para podermos saber que tipo de crenças os mesmos têm em relação à hipnose e determinarmos assim o tipo de abordagem.

 As principais vantagens no uso da hipnose em Odontologia são:

  1. Anestesia localizada e seu desaparecimento logo após o tratamento, não tendo o paciente que permanecer com os incômodos por ela provocado. No caso do uso da anestesia química, a quantidade desta será tão diminuída que os incômodos pós anestesia serão também mínimos.
  2. controle salivar (sialostasia) e controle de sangramento (hemostasia)
  3. analgesia pós-operatória,
  4. recuperação pós-operatória extremamente facilitada e rápida,
  5. eliminação e/ou não produção de cansaço ao paciente,
  6. redução das tensões do cirurgião-dentista.

As indicações da hipnose em Odontologia são em suma:

  1. Condicionamentos:
    • aceitação ao tratamento odontológico,
    • adaptação à próteses,
    • adaptação à aparelhos ortodônticos,
    • facilitar o ensino de hábitos higiênicos,
    • facilitar a eliminação de hábito viciosos.
  2. Remoção de fobias.
  3. Relaxamento geral.
  4. Relaxamento específico:
    • da língua,
    • da musculatura envolvida para:
      • tratamento de trismo,
      • tratamento de luxação das articulações têmporo-mandibulares,
      • obtenção de relações maxilo-mandibulares,
      • manutenção da abertura bucal sem cansaço.
  5. Catalepsia mandibular.
  6. Analgesia.
  7. Anestesia:
    • superficial,
    • profunda.
  8. Sialostasia.
  9. Hemostasia.
  10. Eliminação de reflexos para:
    • obtenção de radiografias intra-orais,
    • moldagens,
    • casos de sensibilidade lingual,
    • excesso de ânsia de vômito.
  11. Pré e pós-operatório.
  12. Sugestões pós-hipnóticas como:
    • distorção do tempo,
    • representação gustativa,
    • amnésia,
    • prolongamento da anestesia,
    • analgesia.

Hipnose e Medo de Dentista: Parte 2

Hipnose é uma excelente técnica para o tratameto de fobias. Medo de dirigir, medo de elevador, medo de dentista, enfim, fobias em geral são facilmente tratadas com uma boa hipnose clínica. O uso da hipnose no consultório odontológico é também conhecido como Hipnodontia. O vídeo abaixo mostra como diversos dentistas têm inovado para evitar que o paciente que tem medo de dentista fique tenso e não consiga realizar o tratamento.

Veja o vídeo sobre a hipnose no consultório odontológico:


Por que não se vê a hipnose bem inserida na área médica, odontológica, de saúde em geral?

Porque é muito mais simples dar um medicamento, gás do riso, drogas químicas, para um paciente acalmar, dormir profundamente,aliviar a dor, do que realizar um procedimento natural que exige em alguns casos mais tempo, mais atenção e mais cuidado. A área de saúde atualmente é muito objetiva e pouco centrada no bem estar do paciente, mas sim, numa obsessiva busca por resultados rápidos, independente dos efeitos reais ao organismo.

Sem falar nos casos dos médicos que, por atenderem através de plano de saúde e receberem pouco dos planos, precisam atender o máximo por dia para compensar, e com isso, muitas vezes mal olham para o rosto do paciente.

Não é a toa que as estatísticas mostram que o número de erros médicos aumentaram assustadorarmente.

Mas obviamente, existe muito profissional excelente no mercado, cuidadoso e atencioso. Esse fato só mostra que a hipnose as vezes é pouco usada não por conta da sua efetividade, que é comprovada, mas sim, por conta de outros fatores que atualmente direcionam a prática de boa parte dos profissionais de saúde.

O que acham disso?


Medo de Dentista?

Medo de Dentista?

 

Hipnose e Medo de Dentista: Parte 1

Você tem ou já ouviu falar de alguém que tem medo de dentista?

Este tema é motivo de piada para alguns mas não tem a menor graça para milhares de pessoas no mundo inteiro que sofrem com este problema.

O medo é uma das mais debilitantes e agonizantes experiências emocionais humanas e, no caso do medo de dentista, as conseqüências negativas causadas alcançam vários aspectos da vida do paciente.

O impacto mais direto está na deterioração da saúde bucal, pois a pessoa que tem medo de dentista evita o tratamento odontológico, o que resulta num aumento da complexidade do tratamento necessário e da chance de, quando finalmente o paciente resolver procurar tratamento, ele experimentar desconforto e dor durante os procedimentos, o que reforça o medo e aumenta a evitação futura do tratamento, gerando um círculo vicioso.

O estresse que é vivenciado pelo paciente aumenta o medo, o desconforto e a percepção da dor durante o tratamento, diminuindo a capacidade do paciente em colaborar com o tratamento, tornando-o mais difícil, causando perda de tempo e estresse da equipe e colocando em risco a qualidade dos procedimentos executados.

Além disso, os medos, particularmente os crônicos, causam perturbações e limitações no decorrer do tempo e podem interferir com o crescimento e desenvolvimento do individuo, minando o funcionamento da personalidade e aumentando a vulnerabilidade a outras psicopatologias. O impacto psicossocial do medo de dentista é bem documentado na literatura científica com efeitos cognitivos, psicológicos, comportamentais e sociais.

É crescente o corpo de evidências científicas de que a hipnose pode ser um adjunto útil em procedimentos clínicos na área médica e também odontológica.

Os efeitos operatórios positivos da hipnose incluem: sedação, redução do medo e da ansiedade, inibição das atividades motoras, relaxamento, analgesia e anestesia com conseqüente aumento da tolerância em relação às demandas físicas e psicológicas dos procedimentos cirúrgicos.

No Hospital da Universidade de Liége (Bélgica), por exemplo, a técnica tem sido utilizada com sucesso em mais de 1.800 intervenções cirúrgicas desde 1992. Estes trabalhos mostram que a hipnose fornece melhor alívio da ansiedade e da dor peri-operatória, permite reduções significativas nas solicitações de medicação e melhora a satisfação do paciente e condições cirúrgicas em comparação com técnicas psicológicas convencionais de redução de estresse utilizadas em pacientes recebendo sedação consciente para a cirurgia plástica.

Pesquisas
 no Hospital Monte Sinai, da Faculdade de Medicina de Nova York, mostram que a hipnose diminui a dor, náusea, fadiga, desconforto e perturbação emocional de pacientes que fazem cirurgia de câncer de mama.

A pergunta é: a hipnose pode ajudar os pacientes que tem medo de dentista?

A resposta é: sim, não só o medo de dentista mas também o medo e ansiedade de procedimentos clínicos e cirúrgicos…aliás a hipnose é muito útil com fobias em geral.


Medo de Dentista?

Medo de Dentista?

Hipnose: conheça os mitos dessa terapia, que pode tratar fobias, depressão, gagueira e até perda de peso

Um pêndulo balança de um lado para o outro, frente aos olhos de um paciente vulnerável — quase fora de si. Para a maioria das pessoas, essa é a imagem que vem à mente quando o assunto é hipnose. Com mais de 300 anos de uso científico, a terapia ainda segue envolta numa aura de mistério e dúvidas. Na prática, não passa de uma técnica simples que leva a um relaxamento profundo.

— O paciente entra num transe, ou seja, um estágio entre o sono e a vigília. Há uma diminuição da frequência cerebral, a atenção fica concentrada, e a gente faz as induções de acordo com o tratamento. Não se usa pêndulo. Basta o comando da voz — explica a psicóloga e especialista em hipnose clínica, Miriam Farias.

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No caso dos psicólogos, a hipnose pode ser usada como auxílio no tratamento de depressão, ansiedade, fobias, pânico, estresse, gagueira, dificuldade de aprendizado e até para perda de peso. Quando o paciente não consegue lembrar a origem do problema, é possível ainda fazer uma regressão.

— Algumas pessoas revivem o momento. Choram, se arrepiam, riem. Outras, conseguem se observar de fora, como um espectador de um episódio da sua vida — conta Miriam.

O tratamento é focal, ou seja, busca solução para uma questão de cada vez. Em média, os resultados surgem com dez sessões. No caso de André Hernandes a terapia se alongou por oito meses.

— Eu tinha dificuldade de aprendizado, de concentração. Quando comecei a hipnose, logo senti uma grande melhora. Mas, durante o tratamento foram surgindo outras questões e acabei continuando — conta o técnico de enfermagem, de 34 anos.

Também podem se especializar em hipnose clínica os profissionais de Medicina, Odontologia e Fisioterapia.

Uma aliada no trabalho

A hipnose também pode ser uma aliada do desempenho profissional. Motivação, autoestima, autoconhecimento e consciência das limitações são alguns dos tópicos trabalhados em empresas pelo hipnólogo Bruno Martins, da Humannum.

— É impressionante como as pessoas se assustam quando eu proponho o uso da hipnose. Esse estado de relaxamento, porém, faz parte de vários momentos na nossa vida, como quando você lê um livro e se desliga completamente. Não há o que temer.

Em alguns casos (como para quem sofre de insônia), o terapeuta pode passar técnicas para fazer em casa.

— Quando a pessoa está hipnotizada, ela não perde a capacidade de raciocinar — garante Miriam Farias.

hipnose

Fonte: Jornal Extra

Hospital substitui sedação por hipnose

A hipnose é usada como alternativa para a anestesia. A vantagem principal é que, diferentemente da injeção, o procedimento não afeta a percepção.

Imersa em uma cachoeira no meio de uma floresta tropical, a tradutora Elaine Pereira, 43 anos, conseguiu fazer a ressonância magnética que ela tanto temia. A cena, na verdade, estava só na mente dela. Hipnotizada, foi capaz de relaxar sem a necessidade de sedativos. A técnica, aplicada no Hospital São Camilo, permite a pacientes claustrofóbicos (que têm medo de lugares fechados e apertados) passar pela máquina conscientes e calmos.

A hipnose é usada como alternativa para a anestesia. A vantagem principal é que, diferentemente da injeção, o procedimento não afeta a percepção. Após o exame, o paciente pode, por exemplo, voltar para casa dirigindo. “A sedação é segura, mas ainda assim envolve alguns riscos. Já para a hipnose, o perigo é o mesmo que experimentamos ao dormir”, diz o cardiologista do Hospital São Camilo Luiz Velloso, um dos coordenadores do estudo.

Cirurgia com Hipnose

Cirurgia com Hipnose

Para que a técnica fosse oferecida no hospital, Velloso e a psicóloga Maluh Duprat a experimentaram em pelo menos 20 pacientes. Segundo eles, 18 pessoas enfrentaram o procedimento sem a necessidade de medicamentos.

Elaine conta que nem sentiu o tempo passar. “Para mim foram apenas cinco minutos, mas eu sei que fiquei uma hora dentro da máquina”, diz. Ela procurou a alternativa após uma experiência ruim com a ressonância. “Tenho claustrofobia, mas nada que atrapalhe a minha vida. Só que durante o exame, além do espaço ser pequeno, você não pode se mexer”, conta.

A capacidade de responder aos estímulos dos médicos é outra vantagem da hipnose. O procedimento, reconhecido pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo, deve ser praticada por profissionais de saúde mediante treinamento. No ano passado, a Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria (SBHH) capacitou cerca de 700 médicos, psicólogos e dentistas.

(Com Agência Estado)

O uso da hipnose na odontologia e suas vantagens

A odontofobia, termo utilizado para descrever quem tem medo de dentista, é um tema que ainda permeia a cabeça dos pacientes odontológicos. O medo dos procedimentos odontológicos, que atrapalha e muitas vezes até impede os tratamentos, pode ser controlado com o auxílio da hipnose – uma terapia complementar útil nestas situações que tem como objetivo enxergar o paciente como um todo físico e emocional. O nervosismo e a ansiedade que aparecem ao se deitar na cadeira do dentista, agora é coisa do passado.

medo dentista

O estudo de técnicas menos invasivas, mais naturais e menos agressivas é um desejo da população, assinala. “Há uma demanda da sociedade por este tipo de atendimento dentário. Pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) neste ano aponta que 70% da categoria no País tem interesse na normatização do assunto. Não é para menos, posso assegurar, por experiência própria, que estes tratamentos são efetivos”, acentua Nilo Celso Pires, presidente do Conselho Regional de Odontologia de Brasília.

Muito longe do ocultismo ou das ciências místicas, a hipnose é um procedimento cientificamente fundamentado. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam ninguém faz sob hipnose algo que não faria em estado de vigília. Além disso, por questões éticas, nenhum profissional pode utilizar da hipnose sem o conhecimento do seu paciente.

Além de controle de medo e ansiedade a hipnose pode, em certos casos, substituir as anestesias, reduzir sangramento e salivação, potencializar ou reduzir efeitos de medicamentos, facilitando a terapêutica odontológica.

dentista hipnose

No Brasil, a utilização da hipnose é autorizada aos cirurgiões-dentistas no artigo 6ºda Lei nº 5.081, de 24/08/66, que regula o exercício da Odontologia. Recentemente o Conselho Federal de odontologia reconheceu-a como habilidade do Cirurgião Dentista, no entanto, é necessário que os profissionais sejam devidamente habilitados a aplicação das técnicas específicas da hipnologia.

Na hipnose, o profissional através da palavra, conduz o paciente a um estado alterado de consciência muito parecido com o sono fisiológico, onde, no estado de hipnose, o paciente torna-se capaz de utilizar seus recursos naturais do corpo e da mente em prol da sua saúde. Essa prática amplia assim, a visão do processo saúde-doença.

São considerados de extrema importância, os aspectos emocionais do paciente. O estabelecimento de um vínculo de confiança entre o profissional e o paciente é parcela fundamental para o tratamento. A escuta acolhedora, a visão singular e integral do paciente, o uso de palavras apropriadas, são habilidades dos hipnólogos que propiciam a criação desse vínculo.

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As aplicações da hipnose e os benefícios alcançados são ilimitados, por basearem-se na mobilização de recursos internos do paciente. Podem-se enumerar diversos benefícios do uso da hipnose na clínica odontológica:

  • Não necessita de recursos adicionais, como medicamentos ou instrumentos.
  • Pode ser empregada no ambiente clínico, sem necessidade de locais específicos.
  • Pode ser utilizada nas diversas especialidades odontológicas.
  • Torna o profissional mais capacitado para ouvir e compreender o paciente.
  • O profissional habilitado, pode utilizar a hipnose junto com o tratamento clínico.
  • O paciente participa e colabora mais com o tratamento.
  • Diminui o estresse do tratamento para o paciente e dentista
  • Reduz a preocupação com a dor proporcionando mais conforto ao paciente
  • Aumenta a confiança no profissional
  • Auxilia no tratamento de traumas anteriormente experimentados
  • Aumenta o nível de relaxamento do paciente na cadeira odontológica

Hipnose tem um efeito ‘real’, diz pesquisa

Pesquisadores de uma universidade inglesa descobriram que a hipnose tem um real impacto no cérebro. Seu estudo, feito com pessoas hipnotizadas, avaliava os verdadeiros efeitos da técnica. Analisando imagens da atividade cerebral de um grupo de pessoas, eles concluíram que o nível de atividade diminui na região do cérebro ligada a um estado de devaneio e divagação. O mesmo resultado não foi observado em pessoas que também foram submetidas ao teste mas não estavam sob o efeito da hipnose, e sim somente num estado de relaxamento. (Veja o vídeo abaixo.)

Para a realização do estudo, a equipe selecionou dez indivíduos que estavam “altamente suscetíveis” à hipnose e outro sete que não respodiam muito bem à técnica. Aos participantes era pedido que realizassem tarefas, como escutar músicas que não existiam. Sem que soubessem, a atividade cerebral era monitorada no período de “descanso” entre as perguntas.

“Nosso estudo mostra que a hipnose é real”

Esse é diferencial do estudo realizado pela Universidade de Hull. Segundo William McGeown, coordenador da pesquisa, anteriormente se monitorava a atividade cerebral enquanto as pessoas estavam sendo questionadas. Assim, não ficava claro se a atividade era devido ao esforço para responder ou era por causa do efeito da hipnose.

No recente estudo, no grupo “altamente suscetível” havia uma diminuição da atividade cerebral na região ligada ao estado de divagação ou devaneio – conhecido como “estado padrão”. Uma hipótese para como a hipnose funciona, apoiada pelos resultados, sugere que ao se desligar dessas atividades, o cérebro fica livre para se concentrar em outras tarefas.

O coordenador do estudo, Dr William McGeown, disse que os resultados não estão equivocados porque eles só ocorreram em pessoas do grupo “altamente suscetível”. “Isso mostra que as mudanças são devido à hipnose e não ao simples relaxamento. Nosso estudo mostra que a hipnose é real”, afirmou o pesquisador. Atualmente, a técnica de hipnose vem sendo indicada para ajudar as pessoas a parar de fumar ou perder peso.

Fonte: Revista Veja

Auto-hipnose

Trata-se de uma indução praticada pelo próprio indivíduo, sem o auxílio de terceiros. Toda hipnose é auto hipnose e toda sugestão é auto sugestão. Quando o tema é auto hipnose, não podemos deixar de citar Emile Coué, francês, farmacêutico, criador da técnica auto hipnose. Ele observou que seus pacientes tinham uma melhora surpreendente em seu tratamento quando, juntamente com a medicação, Coué induzia alguma frase com o objetivo de potencializar o efeito do remédio, mesmo quando o medicamento era apenas placebo. Segundo Coué, não é a sugestão que o outro faz que promove efeito no paciente e sim, a sugestão que é aceita por ele mesmo que ajuda a melhorar seu estado de saúde. Pensando nisso, não há pessoa mais indicada para sugestionar você do que você mesmo. Seguem alguns princípios desenvolvidos por Emile Coué sobre à auto-hipnose.

Toda idéia, boa ou má, introduzida no subconsciente, tende a se transformar, na medida do possível, numa realidade. A intensidade de uma sugestão é proporcional à emoção que a acompanha. Não é à vontade a principal qualidade do homem, mas a imaginação. Em todos os conflitos em que se opõem vontade e imaginação, é sempre a imaginação que importa.

Quando uma idéia se apodera do espírito de uma pessoa, a ponto de provocar uma sugestão, todos os esforços que a pessoa faz para resistir à sugestão só a fortificam e a ativam. Tendo sido escolhido um objetivo, o subconsciente da pessoa se encarregará de encontrar os meios para realizá-lo. Chama-se isto de “finalidade subconsciente”.

A sugestão só age se for transformada em auto-sugestão. (Michele Curcio, 1993, pág. 26). A técnica de auto-hipnose pode ser realizada através da gravação de um CD para ser ouvido todos os dias sempre no mesmo horário. No caso de pessoas que relaxam demais a recomendação é sentar numa posição confortável – para que não durma – procurar relaxar e ouvir a gravação. O conteúdo da gravação deverá ser sobre a meta que o indivíduo deseja atingir.

Os recursos da hipnose também podem ser utilizados para melhorar a qualidade do sono, através de um exercício de auto hipnose realizando antes de dormir. O indivíduo pratica auto sugestões no sentido de dormir um sono profundo, tranqüilo, recuperador, restaurador, restabelecedor e renovador. Não é recomendado fazer auto hipnose dirigindo, pois diminui os reflexos.

Texto escrito por: Miriam Pontes de Farias – Psicóloga e Pós-Graduada em Hipnose Clínica – CRP 05/25815 – Diretora Professora e Supervisora de Hipnose da SOHIMERJ
Fonte: http://www.sohimerj.com.br/6.html